Os projetos de fundações que utilizam tubulões, via de regra, desconsideram a parcela da capacidade de suporte lateral atuante. Alguns projetistas ainda erroneamente assumem que tal parcela equivale ao peso próprio do tubulão. Na maioria dos casos, essa premissa nem sempre assegura um projeto com maior segurança. Neste artigo, os resultados de provas de carga em quatro tubulões ensaiados em solo tropical não saturado são objetos de estudo. A parcela de resistência do fuste é avaliada através de uma metodologia desenvolvida a partir de resultados de ensaios de campo tipo SPT ou CPT. A parcela de resistência da base, por sua vez, é avaliada como sendo proporcional à tensão efetiva na base de tubulões. Ao final, reavalia-se a hipótese de que a parcela lateral de resistência equivale ao peso próprio do tubulão.
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