A crescente ocupação do espaço subterrâneo urbano traz consequências para os edifícios já existentes, que com frequência não são devidamente consideradas nos projectos de Escavação e Contenção Periférica. Pretende-se com este artigo efectuar um contributo para o estudo e análise desta questão. Para isso, é apresentado um Caso Prático em que é utilizada a técnica de Muros de Munique, adoptada na execução da contenção periférica do empreendimento Palácio dos Condes de Murça, em Lisboa. Foi elaborada uma análise comparativa da instrumentação, relacionando-a com os principais acontecimentos observados em obra, incluindo a aplicação das medidas de reforço. Foi também feita uma modelação numérica da solução, usando o Plaxis 2D, comparando os resultados numéricos com os experimentais (instrumentação topográfica), e uma retroanálise. O estudo elaborado demonstrou que na técnica de Muros de Munique, os movimentos da escavação são afectados essencialmente pela sequência construtiva, rigidez e resistência do solo, condições atmosféricas e sua influência no terreno.
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