O artigo apresenta os resultados de uma investigação laboratorial, utilizando o aparelho de corte rotativo, no estudo da influência da velocidade de corte na resistência ao corte residual. As zonas de corte foram formadas através do corte numa condição drenada, a baixas velocidades, e seguidamente ensaiadas de forma alternada a altas e baixas velocidades. Durante as altas velocidades de corte foi identificado: um aumento imediato da resistência ao corte; um aumento posterior até um valor máximo de resistência; a resistência ao corte observou seguidamente um decréscimo até um mínimo – a “resistência residual a altas velocidades”. Três tipos de efeitos na “resistência residual a altas velocidades” foram identificados: o efeito positivo; o efeito nulo; e o efeito negativo. Durante as velocidades de corte elevadas foi observada a perturbação do alinhamento das partículas de argila na zona de corte. As causas do efeito negativo das altas taxas de deformação foram investigadas e um possível mecanismo é sugerido. São avançadas algumas implicações práticas destes resultados no contexto das velocidades de deformação pós-rotura de taludes sob acções dinâmicas ou não.
MySPG
Login
ou
Inscreva-se
Menu