Durante o sismo de 1 de Janeiro de 1980 (M=7,2) a vila de São Sebastião apresentou valores de intensidade superiores aos das áreas circundantes e uma distribuição de danos inesperada dentro da área da vila. São Sebastião desenvolve-se sobre uma cratera vulcânica e os efeitos de sítio verificados devem-se ao enchimento de solos moles, a efeitos topográficos causados pela forma da cratera e ao aprisionamento das ondas no seu interior. No entanto, estas causas não são suficientes para explicar as diferenças na distribuição dos danos sofridos. Dos vários ensaios realizados na cratera, os últimos ensaios sísmicos efectuados recorrendo ao Método das Ondas Superficiais, a Refracção Sísmica de ondas P e a Reflexão Sísmica de ondas S, juntamente com um novo reconhecimento geológico de superfície, introduziram informação nova que foi recentemente confirmada por uma campanha de sondagens. Estes dados permitiram finalmente construir um modelo geológico e geotécnico preliminar da cratera vulcânica de São Sebastião.
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