A engenharia geotécnica muito tem sido desenvolvida desde que foi reconhecida como uma disciplina independente dentro da engenharia civil, e essa evolução é influenciada pelo contexto e desafios presentes na sociedade. Nessa evolução, a geotecnia energética, onde se recorre a princípios de geotecnia para analisar e perceber processos complexos relacionados com o comportamento da crosta terrestre sob solicitações térmicas, químicas, hidráulicas e mecânicas, tem ganho relevância. Num contexto caracterizado pela adaptação às alterações climáticas e mitigação dos efeitos do aquecimento global, a geotecnia possui competências relevantes para estender a sua atuação para novos campos de aplicação, sendo um deles a exploração da geotermia superficial. Os sistemas de exploração da Geotermia Superficial (GS) consideram o solo como uma fonte ou depósito de calor para suprimir as necessidades de climatização e de águas quentes sanitárias de uma infraestrutura. O projeto, construção, exploração e monitorização de tais sistemas requerem uma equipa multidisciplinar de diversos âmbitos científicos e técnicos. O engenheiro geotécnico possui valências e conhecimentos que contribuem para os adequados dimensionamento, instalação e manutenção de sistemas de geotermia superficial. A presente comunicação pretende focar-se no papel do engenheiro geotécnico face às correntes necessidades de especialização técnica no âmbito da exploração da GS, referindo as tendências atuais da evolução da prática e apresentando alguns sistemas de referência em Portugal.
MySPG
Login
ou
Inscreva-se
Menu