A estimativa de recursos dos volumes de escavação é de extrema importância nos estudos de definição de traçados e de obras rodoviárias, nos EVTEA’s (Estudos de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental) e nas fases de projeto básico e executivos de obras rodoviárias, tendo em vista sua influência na definição dos parâmetros de custos e na avaliação da viabilidade de um empreendimento. Com o objetivo de subsidiar os estudos preliminares de engenharia e as fases de projeto com informações de qualidade, no âmbito do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), esse trabalho apresenta uma metodologia baseada na adoção de critérios geológicos-geotécnicos em conjunto com a utilização de uma ferramenta computacional (em ambiente QUANTM®) de simulação de traçados para estimativa dos volumes de corte de talude. Os procedimentos metodológicos incluiram: a delimitação dos domínios geotécnicos por meio da interpretação dos mapas geológicos, na melhor escala disponível, a delimitação dos domínios geotécnicos definidos pela frequência de fraturas e falhas geológicas interpretadas em imagens de satélites, e modelos digitais de terreno em escala 1:2000, e posteriormente, uma campanha expedita de campo com análises visuais e interpretativas dos domínios pré-definidos. Aos domínios geológicos-geotécnicos foram atribuídos os parâmetros de inclinação de taludes de corte de acordo com a resistência dos maciços rochosos (frequência de fraturamento) e suas espessuras médias estimadas visualmente em campo, identificando as camadas de categorias distintas de escavação. Os resultados das simulações executadas indicam uma que estimativa dos volumes de materiais de cortes para cada categoria de material distinto para cada domínio geológico-geotécnico ao longo dos traçados gerados na modelagem. Dessa forma, foi possível fornecer informações para elaboração de estudos de viabilidade e anteprojetos de forma rápida e eficiente, contribuindo para definição de um traçado econômico com menor impacto ambiental e social, otimizando ainda a produção futura de projetos executivos de engenharia rodoviária.
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