O desmonte de maciços rochosos com recurso a explosivos é constituído por um ciclo de operações (perfuração, carregamento e detonação) resultantes de um enquadramento e análises técnicas fundamentais. A otimização de todas as operações é essencial para a evolução técnico-económica. A perfuração é uma das operações cruciais do desmonte. O seu posicionamento no topo das operações influencia de forma determinante o sucesso das operações subsequentes. Existe uma relação intrínseca entre a perfuração e o resultado do desmonte, podendo-se afirmar que “uma boa perfuração possibilita um bom desmonte, mas uma má perfuração assegura um mau desmonte”. O diagnóstico da perfuração é fundamental para identificar as causas que estão na génese dos desvios de perfuração. Um diagnóstico da perfuração deve ter duas dimensões, rendimento vs qualidade. Estas duas dimensões estão diretamente relacionadas e interagem entre si. Atingir a relação de equilíbrio entre o melhor rendimento possível garantindo uma perfuração com desvios reduzidos, é o mais desafiante. Diferentes perspetivas de análise dos dados dos desvios de perfuração, permitem tirar diferentes conclusões sobre a sua génese e consequentemente delinear diferentes ações para a sua mitigação. É essencial definir a ordem e o detalhe das diferentes perspetivas de análise dos desvios, uma vez que as próprias ações a implementar podem ter focos e amplitudes diferenciadoras. Isto sem nunca esquecer a importante e indispensável caracterização e avaliação geológica, geotécnica e geomecânica do maciço rochoso e material-rocha, sem a qual não é possível uma análise e uma concetualização equilibrada dos desvios de perfuração.
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