As rodovias e ferrovias exigem um elevado nível de desempenho requerendo um rigoroso controle de compactação do solo. Na verificação são utilizados ensaios do frasco de areia ou cilindro de cravação, umidade, compactação e ensaio do índice de suporte califórnia (ISC). O conhecimento técnico na engenharia vem mostrando métodos mais modernos que provocam mínimas perturbações na estrutura, caracterizados por não destrutivos, apresentando vantagens sobre os métodos tradicionais. O artigo tem por objetivo avaliar o desempenho de uma camada compactada de solo em um trecho experimental de um pavimento com revestimento de asfalto em uma via que liga os bairros de Guabiraba a Dois Irmãos no Recife-PE, Brasil. Em laboratório, foram realizados ensaios de caracterização física e química. Em campo, o controle de compactação foi realizado por meio do grau de compactação e da umidade e, ainda, por ensaios não destrutivos realizados com penetrômetro dinâmico (DPL) e deflectômetro de impacto ligeiro (LWD) para averiguações da homogeneidade, da resistência de ponta e do módulo de elasticidade, da camada compactada. Os ensaios não destrutivos foram realizados a cada duas passadas do rolo liso vibratório, em seis seções, e em cada seção, seis determinações. O solo é uma areia siltosa (SM), com ISC de 37,0 % com energia normal, 62,8 % com energia intermediária e 68,4 % com energia modificada. O grau de compactação após a última passada é 101,8 %; a resistência de ponta (DPL) in situ é 14,61 MPa; o módulo de elasticidade (LWD) é 34,83 MPa. Os resultados comprovam a eficácia de uma análise apropriada durante a fase construtiva de rodovias, obtendo o incremento da sua vida útil e minimizando a degradação estrutural, em conformidade com as normas vigentes.
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