O ensaio bidirecional em estacas tem sido cada vez mais utilizado para a previsão de seu comportamento carga-recalque. Após breve menção histórica, o artigo apresenta alguns detalhes técnicos de sua execução e vários métodos para a obtenção das curvas carga-recalque equivalentes, simulando uma prova de carga estática convencional (cargas de cima para baixo). Além do “método tradicional” (Silva, 1983; Osterberg, 1995), que admite a estaca como sendo infinitamente rígida, apresentam-se outros três, que consideram a sua compressibilidade, envolvendo: a) as formulações do Modelo de Fleming (1992), que serviram de base para o Método de England (2005; 2009); b) o uso do Modelo de Coyle-Reese (1966), de uma forma inovadora; e c) o Método de Massad (2015). São apresentados estudos de caso de estacas hélice contínua e ômega, executadas em Belo Horizonte e São Paulo, Brasil. Em um dos casos, os resultados foram comparados com prova de carga estática convencional.
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