Os conceitos de confiabilidade já são largamente empregados em outras engenharias, e sua aplicação em obras de engenharia civil tem colaborado para elaboração de projetos com nível de segurança adequado e grau de risco conhecido. O Complexo Industrial de Suape, situado na costa Nordeste do Brasil, no estado de Pernambuco, é considerado um dos principais polos de investimento do país, despertando o interesse da comunidade geotécnica em relação ao subsolo da região. Os projetos de fundações no Brasil exigem apenas a análise de cargas admissíveis e de fatores de segurança prescritos em norma, para garantir a segurança das obras, entretanto, sabemos que estes são parâmetros determinísticos que consideram apenas a resistência média e a solicitação média e desconsideram a variação em torno desses valores. Para termos projetos com menor probabilidade de ruína, maior confiabilidade e maior segurança é importante analisar a variabilidade a qual os projetos estão sujeitos. Na seguinte pesquisa é estudada uma obra do Complexo Industrial de Suape, referente ao Dique seco do Estaleiro Atlântico Sul, apresentando um perfil geotécnico típico da região e permitindo a análise de fundações profundas do tipo hélice contínua. O objetivo da análise é estimar a probabilidade de ruína e o índice de confiabilidade, através da metodologia sugerida por Cintra e Aoki (2010) e Aoki (2011), para os grupos de estacas da obra, e comparar os resultados obtidos, com e sem a utilização da simulação Monte Carlo para distribuição de probabilidade uniforme e triangular, com os dados recomendados na literatura e em normas internacionais. Conclui-se no estudo que a metodologia utilizada para avaliar a confiabilidade de um projeto de fundações, apresenta valores maiores de probabilidade de ruína e menores de confiabilidade para amostras pequenas. Já para amostra gerada através da simulação Monte Carlo o método apresentou menor probabilidade de ruína e maior confiabilidade.
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