Durante as escavações para a execução das fundações da Barragem do Castanhão, detectou-se a presença de uma depressão de paredes ingremes, no leito do rio Jaguaribe, preenchida com areias de compacidade media a fofa. A construção da barragem sobre essa fundação, incluindo esse paleocanal, foi simulada em analises incrementais tridimensionais pelo MEF, com materiais em regime elástico linear em cada incremento, mas com parâmetros diferentes entre incrementos, caracterizando assim uma análise não linear. As análises confirmaram que o paleocanal, em função do possível preenchimento com materiais mais deformáveis, poderia provocar recalques diferenciais significativos no corpo da barragem, mas sem riscos de trincas ou de tensões de tração importantes. A redistribuição de tensões provocava, no entanto, aumento no potencial de liquefação e redução do coeficiente de segurança dos círculos críticos mais profundos.
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